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Jorge Jesus quebra o silêncio sobre o adeus de Cristiano Ronaldo

«Pedi-lhe para continuar, mas tenho de aceitar», afirmou o selecionador nacional.

Jorge Jesus reagiu esta quinta-feira, aos microfones do Canal 11, à decisão de Cristiano Ronaldo de renunciar à Seleção Nacional e entregar a camisola 7. O selecionador revelou que tentou convencer o avançado a continuar, mas reconheceu que tem de respeitar a vontade do jogador.

«Tudo isto é uma decisão dele. Nós já tivemos a oportunidade de falar antes da primeira convocatória sobre isto. Eu pedi a ele para continuar, para continuar comigo porque precisava que ele estivesse ao pé de mim, mas tenho de aceitar a decisão dele», afirmou o técnico.

Uma referência para Portugal

Jorge Jesus destacou a importância histórica de Cristiano Ronaldo e o impacto que o capitão teve junto de várias gerações de portugueses.

«É uma referência mundial, uma referência de Portugal, uma referência da Seleção. É um jogador que ao longo destes anos deu muito à Seleção. É um símbolo para a juventude portuguesa. A maior parte dos fãs dele são jovens», declarou.

O selecionador recordou ainda o período em que trabalhou com Ronaldo no Al Nassr e sublinhou que o avançado continuará a ser uma figura incontornável do futebol português.

«Eu tive a oportunidade de partilhar ao longo de um ano que trabalhei com ele no Al Nassr. Portanto, ele vai ser sempre uma referência da nossa Seleção, do nosso povo, da nossa história», acrescentou.

Imagem de Ronaldo no auditório da Federação

Como forma de assinalar o legado do internacional português, Jorge Jesus revelou que mandou colocar uma imagem de Cristiano Ronaldo no auditório da Federação Portuguesa de Futebol.

«Inclusive, nós no auditório temos… eu mandei colocar uma grande imagem dele no auditório para que todos os jovens, e não só, os colegas que tivéssemos todos os dias nesse auditório, esteja lá presente a referência dele», explicou.

O selecionador terminou reforçando a ligação de Ronaldo ao país e à equipa das quinas.

«Ele vai estar sempre no coração dos portugueses, na Seleção, e não há volta a dar porque ele será sempre uma referência do futebol português», concluiu.

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