A análise de Pedro Henriques à arbitragem do Marítimo-FC Porto
Importância da videoarbitragem e das linhas de fora de jogo ficou bem evidente no golo decisivo

Pedro Henriques, árbitro e especialista de arbitragem de A BOLA, analisou os principais lances do encontro entre Marítimo e FC Porto, que terminou com a vitória dos dragões por 2-1, este sábado. O antigo árbitro destacou a importância da intervenção do VAR na validação do golo decisivo, inicialmente anulado por fora de jogo.
20′ — Pisão de Froholdt
Froholdt pisou o pé esquerdo de Paulo Henrique com o pé direito, numa entrada fora de tempo. Para Pedro Henriques, a ação do médio dinamarquês foi negligente e justificava a exibição de cartão amarelo, que acabou por não ser mostrado pelo árbitro.
35′ — Cartão amarelo para Alan Varela
Alan Varela foi advertido por uma entrada sobre Martín Tejón, quando o jogador do Marítimo saía da sua área de penálti em ataque rápido. Pedro Henriques considerou correta a decisão disciplinar, uma vez que se tratou de uma entrada negligente, em jeito de tesoura.
41′ — Contacto na área do Marítimo
No lance que envolveu Szalai e Alberto, dentro da área dos insulares, Pedro Henriques entendeu que não existiu motivo para assinalar penálti. Os dois jogadores estavam concentrados na bola e o contacto lateral, ombro contra ombro, foi considerado uma carga legal.
45′ — Tempo de compensação insuficiente
O árbitro concedeu apenas um minuto de compensação na primeira parte. Na análise de Pedro Henriques, esse período foi insuficiente e não correspondeu ao tempo perdido, tendo em conta a assistência médica a Igor Julião, os dois golos e a exibição de um cartão amarelo.
49′ — Disputa entre Paulo Henrique e William Gomes
Já na área do Marítimo, Paulo Henrique colocou o braço direito no ombro de William Gomes, enquanto o jogador do FC Porto tinha o braço esquerdo à frente da barriga do adversário. Pedro Henriques considerou que se tratou de uma disputa de espaço sem infração, pelo que não havia motivo para assinalar penálti.
53′ — Lesão de William Gomes
A lesão do extremo brasileiro do FC Porto não teve origem numa infração de qualquer adversário, segundo a análise. William Gomes esticou a perna direita para tentar intercetar a bola e surpreender o guarda-redes Fran Vieites, mas acabou por torcer o tornozelo ao apoiar o pé no relvado.
Estado do relvado criticado
Pedro Henriques apontou o estado do relvado dos Barreiros como um dos aspetos negativos do encontro. Na sua avaliação, as condições do terreno prejudicaram a qualidade do futebol e poderão ter contribuído para o risco de lesões.
57′ — Cartão amarelo para Pepê
Pepê foi advertido por empurrar Martín Tejón pelas costas, quando o jogador do Marítimo conduzia um ataque rápido. Pedro Henriques considerou correta a decisão, entendendo que se tratou de uma falta tática que interrompeu uma transição ofensiva.
84′ — Golo de Pietuszewski validado por um centímetro
O lance decisivo da partida aconteceu aos 84 minutos, quando Jakub Kiwior lançou Oskar Pietuszewski em profundidade. Depois de o avançado polaco marcar, o assistente assinalou fora de jogo e o golo foi inicialmente anulado.
No entanto, após intervenção do VAR e análise das linhas de fora de jogo, concluiu-se que Pietuszewski estava em posição regular por apenas um centímetro. De acordo com Pedro Henriques, foi Romain Correia, jogador do Marítimo, quem colocou o avançado portista em jogo.
O especialista explicou ainda que, em situações tão ajustadas, o videoárbitro realiza várias medições para confirmar a posição dos jogadores. Neste caso, a tecnologia permitiu reverter a decisão tomada inicialmente em campo e validar o golo que garantiu a vitória ao FC Porto.
Na avaliação global, Pedro Henriques considerou positiva a intervenção do VAR neste lance e entendeu que os lances ocorridos dentro das áreas foram bem resolvidos.
87′ — Cartão amarelo para Igor Julião
Igor Julião perdeu a bola e, na tentativa de recuperá-la, esticou a perna direita de forma dura sobre Pablo Rosario. Pedro Henriques considerou correta a decisão do árbitro de mostrar cartão amarelo ao defesa do Marítimo.
90′ — Sete minutos de compensação
Na segunda parte, o árbitro concedeu sete minutos de tempo adicional. Pedro Henriques considerou o período adequado, tendo em conta os dois cartões amarelos, a assistência médica a William Gomes, as seis paragens para substituições — com a entrada de nove jogadores — e a interrupção superior a dois minutos após o golo decisivo, inicialmente anulado e posteriormente validado pelo VAR.
Assim, na análise de Pedro Henriques, a intervenção da videoarbitragem foi determinante para corrigir a decisão inicial no lance que decidiu o Marítimo-FC Porto. O especialista destacou também o estado do relvado como um dos aspetos negativos do encontro.







