Benítez sai do movimento Servir o Benfica e quebra silêncio: “Não podem afastar-me…”
Antigo candidato à presidência do Benfica reage ao fim da ligação ao movimento que ajudou a fundar e explica a decisão de se juntar ao UNUM.

Francisco Benítez reagiu ao fim da sua ligação ao movimento Servir o Benfica, que ajudou a fundar há seis anos. O antigo candidato à presidência dos encarnados recorreu às redes sociais para expressar a sua tristeza com o desfecho e explicar os motivos que o levaram a juntar-se ao UNUM.
O fim da ligação foi anunciado pelo próprio movimento através de um comunicado oficial. Na sequência dessa decisão, Benítez partilhou uma mensagem em que recordou o percurso de seis anos e manifestou o desagrado pela forma como terminou esta etapa.
Benítez reage à saída: “Há dias que custam”
Francisco Benítez começou por reconhecer que este era um momento difícil, recordando o seu envolvimento na criação e no desenvolvimento do projeto.
“Há dias que custam. Hoje é um desses dias. Hoje chegou ao fim a minha ligação ao movimento Servir o Benfica. Seis anos depois de ter ajudado a criar este projeto, de lhe ter dedicado tempo, energia, convicção e uma parte importante da minha vida, vejo este percurso terminar da forma que menos esperava: por decisão de outros”, escreveu.
O antigo candidato à presidência do Benfica explicou também que a decisão de se juntar ao UNUM teve como objetivo contribuir para aproximar pessoas com diferentes opiniões dentro do universo encarnado.
“E porquê? Porque decidi juntar-me ao UNUM. Porque entendi que, num Benfica tantas vezes dividido, valia a pena construir pontes em vez de alimentar trincheiras. Porque acredito que pessoas com opiniões diferentes podem sentar-se à mesma mesa, conversar, encontrar soluções e trabalhar por aquilo que verdadeiramente as une: o amor ao Sport Lisboa e Benfica”, afirmou.
“Deixa uma mágoa profunda”
Na mesma publicação, Benítez voltou a destacar a dedicação que diz ter demonstrado ao longo dos seis anos em que esteve ligado ao Servir o Benfica. O antigo dirigente associativo lamentou o desfecho e sublinhou que a sua intenção sempre foi contribuir para o clube.
“Nunca pensei que querer unir pudesse ser motivo para excluir. Durante seis anos dei tudo o que podia ao movimento. Fi-lo de forma desinteressada, com entrega, lealdade e, sobretudo, com a consciência de estar a fazer aquilo em que acreditava”, referiu.
Benítez acrescentou que a decisão lhe causou tristeza, sobretudo por considerar que a diferença de pensamento não deveria apagar o trabalho desenvolvido ao longo desse período.
“Não escondo a tristeza. Ser afastado de um projeto que ajudei a criar, não por ter traído os seus princípios, mas por continuar a acreditar na liberdade de pensar e de participar, deixa uma mágoa profunda. Mais do que a decisão, dói perceber que, afinal, a diferença de pensamento pode valer mais do que seis anos de dedicação”, acrescentou.
“Não podem afastar-me das minhas convicções”
Na parte final da mensagem, Francisco Benítez garantiu que o fim da ligação ao movimento não altera as suas convicções nem o seu compromisso com o Benfica.
“Podem afastar-me de um movimento. Não podem afastar-me das minhas convicções, da minha liberdade de pensamento ou do meu amor ao Benfica. Saio triste, naturalmente. Hoje termina um capítulo de seis anos. Não termina, nem nunca terminará, a minha vontade de servir o Benfica”, escreveu.
O antigo candidato terminou a publicação reforçando que continuará a colocar o clube acima das diferenças e dos percursos individuais.
“Porque os movimentos passam, as pessoas seguem os seus caminhos, mas o Benfica fica. E o Benfica, para mim, estará sempre acima de tudo”, finalizou.







